Ouvia-mos passos de animais , e passos de pessoas , os seus
pés partirem os ramos caidos no chão e cada vez se aproximar mais de nós.
- ‘’ o-o que vamos fazer?! ‘’ – disse eu com medo.
- ‘’ calma Haven , estamos aqui. ‘’ – disse o zayn. Todos se
abraçaram em grupo.
- ‘’ o que fazemos agora? ‘’ – disse a andreia simões.
- ‘’ não sei. ‘’ – era o que se ouvia multiplas vezes das
bocas de todos nós. Eu permanecia calada a tentar encontrar uma solução.
- ‘’ já sei ! ‘’ – disse eu. – ‘’ então, eu trouxe
sacos-cama, assim como vocês certo? – todos afirmaram. – então , fazemos assim
, pomos os sacos-cama todos alinhados, cobertores e tudo o que trouxemos e
dormimos aqui, temos comida para hoje, amanhã tentamos de novo. ‘’ – todos sorriram
e concordaram comigo e começamos todos a fazer respetivamente o que disse. Quando
acabamos tinhamos belas camas para dormir.
- ‘’vamos dormir que está-se a fazer tarde e o frio vem ai. ‘’
– disse o Liam.
- ‘’ vamos ! ‘’ – disse Niall.
Deitamo-nos todos , claro que fiquei com o Niall. (...)
Estavam todos a dormir , o telemovel do Niall marcava 3 da
manhã , mas o sono simplesmente não vinha. Ouvia demasiados sons , e havia algo
ali que para mim não encaixava. ‘’ vão ? ‘’
a única coisa que dizia no papel ? havia ali algo mal.
Fechei os olhos e aconcheguei-me no Niall, até que ouvimos um
grito, um grito aflito , feminino , estremeci por completo e gritei também
acordando todos.
Ficou tudo aflito porque sim , todos tinham ouvido o grito
também.
Concordamos todos ir ver o que era , levamos
intercomunicadores e lanternas , e metemo-nos a caminho pelo meio da floresta ,
eu fui com Niall , mas rapidamente perdi-lhe o rasto, ele apenas dizia que não
me conseguia ver, mas eu não iria ser demovida dos meus objetivos por causa
disso, iria encontrá-lo depois apesar do medo.
Ouvia a respiração acelarada , e os pequenos gemidos da
rapariga que outrora tinha gritado bem perto de mim , acabei por me esconder
atrás de umas silvas vendo o que estava a acontecer ali.
- ‘’ vais morrer sua cabra ! vais morrer ! ‘’ – dizia aquele
homem de preto com fúria.
- ‘’ não me faças mal ! eu nunca te fiz nada ! por favor ! ‘’
– a rapariga chorava imenso , e tentava-se libertar mas o homem batia-lhe.
- ‘’ vai-te f#der ! vocês mulheres fizeram-me todas mal ! ‘’ –
dito isto esfaqueou-a , completamente , abriu-lhe o abdomen todo.
Chocada retrai-me deixando escapar algumas lágrimas e alguns
pequenos gritos de horror.
- ‘’c-como.. ‘’ – disse eu , apercebendo-me do mal que fiz.
O homem olhou para trás e notou que eu ali estava , começando
a fugir , quando olhei bem pra ele tive um flashback daquela noite em que me
tentaram violar.. tenho a certeza , é o mesmo !
Ele correu e eu não consegui ir atrás dele , porque notei o
grande corte que tinha na perna , simplesmente corri para o corto mórbido sem
vida alguma daquela rapariga , apercebendo-me que ela era da nossa escola pois
tinha a camisola da mesma. Agarrei-me a ela chorando a perda.
- ‘’ AJUDA ! POR FAVOR ! ‘’ – gritava eu , mas em vão.
Comecei a ouvir passos vindos de trás dos arbustos , até que
vi uma figura masculina , o Niall.
- ‘’ Have.. Haven ?! o que aconteceu ?! ‘’ – eu apenas
chorava , e tentava explicar-lhe o que aconteceu.
- ‘’ acalma-te e responde-me ! ‘’
- ‘’ ni-niall... ele estava aqui ! foi ele ! ‘’
- ‘’ ele quem ?! ‘’
- ‘’ o rapaz que me tentou violar ! ele disse que a ia matar
e-e depois esfaqueou-a , eu assisti a tudo, por favor ajuda-nos , eu tenho a
p-perna cortada, ajuda-me niall ! ‘’ – eu continuava ofegante e mal conseguia
falar , sentia-me a desvancer.
- ‘’calma vai ficar tudo bem ! ‘’
Ele conseguiu chamar outras pessoas , mas quando o guarda
florestal apareceu aí sim ficou tudo acabado.
- ‘’ o que aconteceu aqui ?! menino horan ?! menina Haven ?! ‘’
- ‘’ isto não é o que parece ! ‘’ - dizia eu.
- ‘’ porquê que está agarrada a um corpo ensanguentado ?! ‘’ –
ele continuava.
- ‘’ não fui eu ! juro ! ‘’
Ele continuava , até que me levou para a diretora.
É claro que nem ela acreditou na minha história. A rapariga
foi levada para a morgue e eu fui interrogada pela diretora.
Cheguei cá fora e fui abraçada pelos meninos e as meninas , o
meu grupo.
Eles tinham encontrado os outros 2 papeis que diziam : ‘’
todos ‘’ , ‘’morrer. ‘’
À medida que caminhava para ir buscar as minhas coisas à
tenda sentia todos a olhar para mim.
‘’ PUTA ! ‘’ , ‘’ VADIA ! ‘’ , ‘’ COMO PODES-TE MATAR AQUELA
POBRE RAPARIGA ?! ‘’ – eram muitas das coisas que ouvia. A verdade é que não
fui eu.
Arrumei tudo o que era meu , e dirigi-me à entrada onde
esperariamos todos pelas boleias. (...)
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