Acordei de
manhã com uma ligeira dor de cabeça. Despachei-me a levantar , tomei banho , e
vesti umas simples calças de ganga com uma camisa e um casaco. Desci e tomei o
pequeno almoço , que estava em cima da mesa com um bilhete.
- Haven , querida, eu e o teu pai
tivemos de sair mais cedo para tratar de umas coisas , quando te levantares vai
chamar o Richard para vir tomar o pequeno almoço contigo e depois vão para a
escola. Tenham cuidado no caminho e comam tudo, fiz panquecas como vocês
gostam. Voltamos ao fim da tarde, beijos,
-
Mãe.
Eu é que tinha de ir acordar o Richard? Aquele mal disposto ? NÃO !
tentei ligar à minha mãe e explicar-lhe que não queria acordar o rich , mas ela
simplesmente disse-me beijinhos e cuida-te e desligou o telemovel ! estou morta.
Subi as escadas a correr , batendo bem acentuadamente com os
pequenos tacões das minhas sandálias na madeira , quase a implorar que ele
acordasse antes que eu lá chegasse. Esperei à porta e contei até 3 , inspirando
e expirando de seguida. Abri a porta com imensa força , fazendo-a abrir-se
completamente, e vi aquele resmungão deitado por cima dos cobertores, credo que
quarto miseravel. Comecei a passar o dedo pela mesa de computador que ele lá
tinha , só pó ! até que o meu dedo estabeleceu contacto com uma moldura fria ,
algo pequeno , mas não intocavel. Peguei nela com imenso cuidado , e olhei-a ,
era uma foto nossa , quando eramos pequenos , talvez 5 anos , e tinha escrito
no canto - amo-te
irmã. – richard. – aquele estupido tinha feito aquilo para
mim? Desfiz-me em lágrimas. A verdade é que o meu irmão sempre esteve lá para
mim. Desde a queda do meu primeiro dente de leite , até ao primeiro ‘coração
partido’ ele esteve lá sempre , e sempre me fez olhar as coisas de maneira
diferente. E eu devia-lhe imenso.
Ajoelhei-me no tapete à beira
da sua cama, e passei-lhe a mão pelas bochechas. Ele era moreno, cabelo
castanho claro e olhos verdes. Digamos que o meu irmão até era giro, mas era um
chato. - Rich
, acorda seu parvo. – sussorrei-lhe baixo de mais até , pois a reação
dele não foi nenhuma. Tive de adotar outras maneiras , então pus-me aos berros
e a saltar-lhe na cama , estão a ver a reação dele? Pois. Começou a berrar
comigo , eu simplesmente dirigi-me à cozinha e tomei o pequeno almoço. Ele
chegou passado um bocado e eu despedi-me dele , tudo isto serenamente, eu sai
de casa. Como não tinha quem me levasse à escola , decidi ir a pé. (...)
Cheguei à escola , e tinha a
Neia à minha espera para falar comigo. Logo previ do que seria , mas mesmo
assim deixei-a falar. Comprimentei-a e ‘puxei-a’ até às escadas do átrio da
escola e sentei-nos lá. Ela começou a contar , era do que eu tinha prevido,
pedro.
Ela contou-me que ele falou com ela , e que tinha dito tudo o que
sentia por ela, e que bem , agora namoravam. Eu pus-me aos gritos e abracei-a
bem forte. Estava realmente feliz por eles, mereciam ser felizes. Continuamos a
falar de coisas que não necessitam ser aqui escritas , até que ela se calou e
deu um pequeno sorriso olhando acima de mim. Eu virei-me para trás e vi que o
niall estava lá a sorrir para mim. Ela disse xau e
saiu da nossa beira.
Eu dirigi-me com o niall às respetivas salas, ia ter agora ciências
, aula secante como sempre. (...)
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